Algumas palavras sobre  escolhas e responsabilidades

Nos anos 90, sequer era utlizada a terminologia “alienação parental”. As rupturas familiares e as praticas de gaslighting aconteciam, naturalmente. Muitos se davam ao direito de afastar filhos de mães ou de pais, ao bel prazer e, muitas vezes, com uso de recursos financeiros. 
Considero o uso de dinheiro, para o que no Brasil denominamos alienação parental, uma das formas mais nefastas de causar danos irreparáveis em crianças e adolescentes, inclusive de transmitir valores pouco construtivos.

Sugiro aos casais, da mesma forma que planejam casamentos, planejem divórcios e a quebra de vínculos, para que a criança, um dia, nao venha a se tornar o único réu, refém de adultos “caprichosos”, por vezes.
Sugiro, ainda, antes de qualquer união, que considerem a possibilidade de divorcio futuro, as leis com as quais terão que lidar e que tentem se colocar nesta posição. Como se comportaria em uma situação de divorcio, em suas diversas possibilidades e motivos, lembrando que, em Lei, nao ha culpa. 

A criança, por exemplo, nao pode ser privada do convívio com a mae por ela ter traído o pai, e vice-versa, e estas coisas ocorrem, e sao da vida. Volto a sugerir, tente se projetar no futuro, indague se aguentaria nao interferir na sanidade mental de uma criança, por ressentimento ou qualquer outro motivo.
Em relação a mulher, existe ainda a situação da criança, que apenas conhece o pai com cinco, seis anos, e, ele tem direitos, a criança tem direito ao convívio familiar. 
Considerem as diferenças culturais, respeito, tolerância, objetivos, reflitam sobre todas as possibilidades e, se nao for o caso de ter filhos, previnam-se.
Aos pais e maes, se serão presentes e arcarão com parte do sustento do(a) filho(a), sem que isso alimente ódio. Entendo que a vida acontece, nao e’ planejada, mas, nao e’ impossível realizar alguns exercícios para pensar o futuro, em nome do melhor interesse da criança.
Existe a obrigação – legal – de cuidar, mas, antes de pensar em cuidados, se decide sobre ter filhos, pois, ninguém deve ter filhos, por dever de te-los. Impossivel, da mesma forma, condicionar cuidados a obtenção de uma decisão judicial paralela, que nao diz respeito a quem esta no centro do direito. 

Ou e’ como eu quero ou nada, nao deveria fazer parte da vida adulta de quem tem filho e/ou filha.
Se a criança, prioridade absoluta no ordenamento jurídico, tem mae e pai ou maes e pais, ela tera o direito ao convivio familiar, direito este de personalidade. Contudo, sempre com ênfase aos melhores interesses da criança, que nao deve ser exposta a qualquer situação de risco.
Nao existe manual, mas, existe bom senso. Ter filhos, como escolha de vida, para a vida toda. Quem tem filhos, bem sabe, a partir do nascimento ou da adoção, eles ou elas passam a ocupar o centro do direito e, principalmente, da vida, cujas dimensões e nuances sao bem maiores.


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